RAÇÃO MAIS, FINALISTA DE CHAMADA DE NEGÓCIOS DA PPA, ALIA CONSERVAÇÃO AMBIENTAL COM SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA.

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RAÇÃO MAIS, FINALISTA DE CHAMADA DE NEGÓCIOS DA PPA, ALIA CONSERVAÇÃO AMBIENTAL COM SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA.

Entrevistamos Ronaldo Santana, fundador da Ração Mais, empresa que cria rações usando resíduos de frutos e outros alimentos da região que iriam para o lixão, ajudando que na produção local de peixes a um custo mais baixo para os pequenos produtores.

A Ração Mais é um dos negócios finalistas da chamada de negócios de impacto da PPA, realizada em setembro. A Ração Mais irá compor com outras 15 empresas a  Rodada de Investimentos, concorrência ao Prêmio Empreendedor PPA e Participação no Programa de Aceleração e Incubação da PPA no I Fórum de Negócios Sociais e Investimentos de Impacto da Amazônia, em Manaus, nos dias 13 e 14 de novembro.

O empresário, que já trabalhou no setor alimentício e tinha seu próprio restaurante, começou a empresa em 2014. Na época, tinha como principal ocupação a criação de peixes e começou a produzir uma raça nutricional com os restos de alimentos. Estimulado por amigos e outros criadores de peixe, começou a profissionalizar o negócio e vender para produtores na região.

“A ração representa de 70 a 75% do custo de produção de peixes. Por isso, se conseguirmos reduzir o custo, ajudamos muito o produtor local.”, comenta Ronaldo.

Mais do que a preocupação com o negócio.

Ronaldo destaca que a ração, além de ser mais barata que as rações tradicionais, também tem benefícios para o meio ambiente. Ronaldo destaca: “nosso produto é diferente do que existe no mercado porque não tem químicos e ajuda a acabar com a poluição”.

A Ração Mais tem sustentabilidade pois utiliza produtos alternativos, como caroço de tucumã, restos de frutas, caroço de açaí, caroço de cupuaçu e folha de repolho. Esses produtos são descartados por outras empresas, inclusive restaurantes, mas são valiosas para fazer a farinha dos peixes. Ronaldo comenta: “Tem empresa que até paga para eu retirar o resto de produto deles.” Como referência, a empresa chega a receber 4 toneladas de caroço de tucumã por dia, que seriam jogados em aterros ou em locais inapropriados.

Os produtos são então processados em uma pequena unidade industrial, que conta com moinho, secadora e extrusora. A farinha produzida consegue ser vendida com preço até 20% mais baixo do que as opções encontradas no comércio.

Como Ronaldo utiliza a ração na própria criação de peixes, ele confirma a eficácia do produto de forma prática. No entanto, para trazer mais credibilidade ao negócio, o empresário está conduzindo análises de composição nutricional na Universidade Federal do Amazonas (UFAM) das rações produzidas, de modo a mostrar que a ração apresenta níveis adequados de proteína, fibras e vitaminas.

As análises laboratoriais também ajudam na validação de novas receitas, uma vez que os resíduos dependem da época do ano. “Estou começando a testar a ração com restos de caju. O produto só fica disponível na época da colheita do caju.”, explica Ronaldo.

Desafios da empresa

Ronaldo comenta que o principal desafio da empresa atualmente está no aumento da capacidade produtiva. “Atualmente eu dou conta de atender de 5 a 10 clientes por mês e só aqui na região contamos com 250 produtores”.  A produção atual é de aproximadamente 100 quilos por hora e o sonho do empreendedor é aumentar a capacidade em cinco vezes. Além disso, também deseja aumentar sua capacidade logística, tanto para a retirada dos resíduos como para a entrega da ração. Ronaldo espera que com o apoio da PPA consiga o investimento e os contatos necessário para viabilizar o crescimento do seu negócio.

Ronaldo também comentou da dificuldade que os produtores de peixe locais têm com os intermediários. “Esses intermediários, que são conhecidos como atravessadores, compram o peixe das comunidades ribeirinhas a um preço muito baixo, sem se preocupar em pagar um valor justo.” Por isso, um sonho mais distante do empresário é integrar a cadeia, entregando a ração às comunidades com melhores condições, comprando o peixe a um valor justo e revendendo para restaurantes. “Na Zona Franca de Manaus são servidas 100 mil refeições por dia e existe uma lei estipula que os restaurantes corporativos devem servir peixe ao menos três vezes na semana. Ou seja, o potencial é altíssimo e todo mundo pode ganhar”.

Ronaldo defende que os empresários locais tenham mais consciência. “É possível ganhar dinheiro sem prejudicar o meio ambiente ou às comunidades ribeirinhas.”, conclui Ronaldo.

2018-11-07T11:25:41+00:00 7 de novembro de 2018|Notícia, Projetos Incubação e Aceleração de empreendedores|0 Comentários

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