FIINSA reúne centenas de pessoas para debater investimento de impacto e negócios sustentáveis na Amazônia

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FIINSA reúne centenas de pessoas para debater investimento de impacto e negócios sustentáveis na Amazônia

Realizado nos dias 13 e 14 de novembro, em Manaus, o 1º Fórum de Investimento de Impacto e Negócios Sustentáveis na Amazônia (FIINSA) reuniu um público diversificado de 252 pessoas, vindas de diversos estados, para debater os temas do campo e estabelecer conexões.

Empresas, organizações da sociedade civil, empresas e outros integrantes do ecossistema de negócios de impacto, como aceleradoras e investidores, participaram de mesas e atividades junto a 64 palestrantes e mediadores, abordando os desafios para desenvolver um ecossistema de negócios de sustentáveis na Amazônia, atração de financiamento e investidores, apresentação de casos que estão gerando impacto socioambiental positivo na região, o papel das aceleradoras e incubadoras, inovação, participação de institutos e fundações, modelos inovadores de atuação no terceiro setor, o papel das grandes empresas, mensuração de impacto, dentre outros temas.

Além de todas as atividades programadas, houve muito espaço para network e fomento a parcerias e negócios.

“A realização de um evento como o FIINSA em Manaus é muito importante. Esse Fórum abre uma agenda que deve ser tornar cada vez mais perene e contribuir mais e mais para que investimentos de impacto e negócios sustentáveis tenham condições para se desenvolver na Amazônia”, afirma Mariano Cenamo, do Idesam e coordenador da Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA), promotora do FIINSA.

Mariano aponta ainda que o desenvolvimento de novos modelos de negócio está no centro do vetor da mudança na região amazônica: “Precisamos de negócios que solucionem problemas ambientais e sociais urgentes. Não é possível proteger a floresta sem melhorar a qualidade de vida das pessoas”.

Para Michael Eddy, da USAID, um futuro tangível para a Amazônia, nessa perspectiva de novos modelos de desenvolvimento, somente será possível com a chegada de novos atores, investimento de impacto e sustentabilidade. “Somos facilitadores, e queremos, com instrumentos como a PPA, possibilitar um espaço para que líderes com décadas de experiência em pesquisa e investimento na Amazônia, desenvolvendo cadeias de valor com comunidades amazônicas, encontrem sinergias e soluções para atender a novos modelos econômicos. Estamos seguros, com base na nossa experiência de mais de 50 anos neste país, que vamos ter que trabalhar todos juntos para atingir esse resultado. A realização do Fórum é muito importante, porque é uma oportunidade para a ação coletiva, para colaborar e coordenar energias buscando atingir soluções e inovações pensando nesse futuro”.

Luciana Villa Nova, da Natura, avalia que as empresas cada vez mais vão fazer investimentos de impacto, colocando os desafios socioambientais na cadeia de valor e em seus negócios. “A PPA tem um papel fundamental nisso. A Amazônia tem essa dimensão gigantesca, desafios de conservação, desenvolvimento social, a sociobiodiversidade como grande fonte de recursos e riqueza para o país. A Plataforma veio unir empresas que já estão nesse caminho, querendo cada vez mais investir em impacto socioambiental na região, mas que estavam trabalhando isoladamente e agora podem seguir juntas, com um objetivo comum”.

A marca Amazônia foi lembrada durante o FIINSA como uma grande oportunidade. Raphael Medeiros, diretor-executivo do Centro de Empreendedorismo da Amazônia, aponta que os produtos têm que ser bem vestidos (embalagens) e ter certificação. “Pela distância, chegam mais caros aos mercados, mas o foco tem que ser o impacto socioambiental e a qualidade que chega ao consumidor. Depois de vários ciclos de exploração de recursos naturais que não deixaram riqueza, está claro que o caminho é o do comércio justo, com impactos positivos sobre a floresta e sobre as pessoas”.

Giulia Setembrino, da Ambev – empresa que abriu uma frente aceleradora buscando fomentar startups ligadas a esses pilares e apoia, dentre elas, a AmanaKatu, que trabalha com democratização do acesso à água para comunidades ribeirinhas amazônicas -, destaca que é preciso trabalhar com modelos, e não com projetos. “Trabalhamos com a Aliança Guaraná de Maués, junto com a USAID e o Idesam, que olha para a cadeia de valor do guaraná como um todo. Uma ação colaborativa, pela qual é possível observar a comunidade e atuar para gerar mais valor para a cadeia de produção e melhorar a qualidade de vida dessa comunidade. ”

Para Daniela Baccas, do Fundo Amazônia – que contabiliza 102 projetos apoiados e R$ 1.011 milhões desembolsados na região -, “é possível que os recursos do Fundo possam ser combinados com investimentos privados ou de outras fontes e alavancar os negócios na região, conseguindo escala e atração de outros recursos”.

2018-11-27T11:12:17+00:00 27 de novembro de 2018|Notícia|0 Comentários

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