Ações de impacto social e ambiental na Amazônia Paraense

Em apenas 8 meses, o projeto supera resultados para o período. Em Juruti, na Amazônia paraense, abriga uma rica biodiversidade, povos tradicionais, projeto mineral, um instituto de sustentabilidade que vem buscando criar espaços de diálogo e um ambiente de real desenvolvimento sustentável. Este é o palco do projeto Ingá — Indicadores de Sustentabilidade e Gestão na Amazônia. 

Os desafios logísticos e estruturais vêm sendo superados com planejamentos integrados junto à comunidade local e equipes multidisciplinares. 

Elber Diniz, coordenador do projeto, e secretário executivo do Instituto Juruti Sustentável (IJUS), observou que o Ingá surge em um momento de maturidade institucional das organizações locais e maior efetividade com a comunidade

O projeto Ingá é resultado do trabalho de diversos atores que atuam conjuntamente. São empresas, organizações civis, poder público e principalmente as comunidades, que visam a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento sustentável da região.

São ações como treinamentos para criação de frangos, produção de ração alternativa, custo de produção, Sistemas Agroflorestais (SAFs), acesso a mercados institucionais, entre outros. Estamos fortalecendo parcerias que já tínhamos e ampliando para organizações com atuação nacional e internacional, de fato parcerias fundamentais para o sucesso do Projeto Ingá em Juruti”, afirmou Elber.

Ingá em números — Ambiental:  

  • 22 toneladas de gás carbônico capturadas.
  • 39 hectares de áreas de preservação georreferenciadas.
  • 27 hectares de Sistemas Agroflorestal iniciadas.

Ingá em números — Social:

  • 209 horas de capacitação e formação.
  • 35 horas de análises e discussões sobre o Diagnóstico Rural Participativo (DRP) dos PEAEXs locais.
  • 30 famílias de agricultores recebendo ações socioambientais diretas.
  • Mais de 220 pessoas impactadas indiretamente em etapas de implementação.
  • 08 horas de oficinas de gênero — integrando associação de mulheres às comunidades.
  • 04 termos de parcerias com associações dos territórios.
  • 1,4 milhão de recursos mobilizados para o projeto. 

 A Alcoa, parceira de longa data do IJUS. Genesis Costa, gerente geral da Alcoa Juruti, desta que “O projeto Ingá engaja o setor privado a promover formas justas de desenvolvimento sustentável nos territórios de Juruti. A Alcoa integra esta estratégia, com outras importantes entidades e instituições, por entender que parcerias são fundamentais para fortalecer as comunidades, permitindo que elas se renovem e expandam sua capacidade produtiva, assertivamente, a fim de promover um impacto ainda maior na sociedade”.

Ingá entrando em nova fase

O projeto entra em uma nova fase, através do mapeamento dos territórios via pesquisas de campo junto à comunidade, que trouxeram uma visão técnica e também humanizada sobre o território e as pessoas desses ambientes. Assim as ações que vão do fortalecimento das pessoas e suas instituições, à atuação direta em sistemas agroflorestais visando fortalecer cadeias produtivas pelas pessoas do território, ganham um aspecto de um modelo replicável que está sendo testado na prática em Juruti.

Para o desenvolvimento das atividades é primordial a parceria com as organizações do Assentamento Agroextrativista (PEAEX) do Curumucuri, através da parceria com as organizações ACOGLEC — Associação das Comunidades da Gleba Curumucuri; e a Cooperativa mista do Curumucuri, o PEAEX Prudente Monte Sinai através da parceria com a Associação das Comunidades Prudente e Monte Sinai (ACOPRUMS) e a Área de Proteção Ambiental (APA) do Jará. Na soma é uma área de proteção de 40 hectares, e área em recuperação de 30 hectares em SAFs. 

Patrícia Bentien, especialista em gestão de projetos Usaid Brasil, conhece de perto Juruti, ela observou com otimismo os resultados neste período “Em seu primeiro ano de atuação mesmo com todos os desafios impostos pela pandemia, destaco o poder agregador do projeto Ingá, e o excelente trabalho de desenvolvimento dos diagnósticos rurais participativos (DRPs), em Curumucuri e Prudente Monte Sinai. Os DRPs são alicerces essenciais para diversas ações de campo previstas no projeto, como a recuperação de áreas degradadas por sistemas agroflorestais”. 

Já Denyse Mello, gerente de projetos da Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA), destacou a importância da iniciativa para o portfólio da Plataforma e para o município de Juruti: “O projeto demonstrou avanços e resultados significativos, tanto com os diagnósticos como com as ações de formação e capacitação, a realização de parcerias e a disseminação de informações para a comunidade e as organizações locais. (…) O IJUS é uma organização local, com pessoas locais, que avançou muito e performou muito bem na coordenação desta iniciativa, que hoje é uma referência dentro da PPA”, afirmou Denyse.”.