Economia circular 4.0 foi tema de evento promovido pela GS1

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O conceito de economia circular já está provocando transformações no mundo e também no Brasil. As boas práticas de ESG – que se referem aos aspectos ambientais (environment), social e de governança (governance), são temas de enorme repercussão neste momento e representam uma mudança estrutural, principalmente de comportamento.

Essas mudanças abrangem ecossistemas, priorizam pessoas, diminuem o impacto ambiental, sem, obviamente, perder a viabilidade econômica.

Tanto do ponto de vista pessoal e corporativo. Todos nós devemos estar atentos a estes movimentos. Transformar o mundo por meio da inovação, tecnologia e automação, impactando positivamente as pessoas e a natureza é uma causa fundamental.

Portanto, o chamado é para todos. Associações setoriais, multissetoriais, empresas e toda a sociedade civil. Por tudo isso, a GS1 Brasil tem por objetivo apoiar e disseminar, de forma colaborativa, por meio de seus padrões e iniciativas escaláveis, ações que visem beneficiar a sociedade em três eixos fundamentais da sustentabilidade: rastreabilidade, economia circular e hub de dados.

Débora Freire, da DFreire Comunicação, fez a apresentação e mediação do evento direto do estúdio montado na sede da GS1 Brasil, que seguiu todos os protocolos de saúde por conta da pandemia

E com este objetivo de disseminar conhecimento de Economia Circular,  a GS1 Brasil e a Korde, realizaram o GS1 Talks Sustentabilidade, evento online e gratuito, realizado em 3 de agosto, que trouxe apresentações e curadorias de executivos das esferas público e privada. Estiverem presentes:

O evento contou também com os seguintes apoiadores: ABIFRARede ACV | Rede Empresarial Brasileira de Avaliação de Ciclo de VidaPPA – Parceiros Pela AmazôniaSTATE Innovation CenterSWEDCHAM | Câmara de Comércio Sueca no Brasil e Vércer S/A. O evento teve patrocínio da Ambipar.

Marcos Penido, Secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo

Em seu discurso, o secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Marcos Penido, ressaltou o prazer por participar do evento em uma data em que é comemorada um marco importante: os 11 anos do Plano Nacional de Resíduos Sólidos.

“O Estado de São Paulo, de maneira pioneira, tem em seu plano de resíduos sólidos a economia circular como a base desta iniciativa. Por meio dela, fazemos o trabalho de conscientização, mostrando, inclusive, o quanto a economia circular é benéfica economicamente aos municípios do nosso Estado. Além disso, estamos incentivando ações de logística reversa em parceria com a indústria. Este é um grande avanço para o Estado de São Paulo e agora também um grande exemplo para o nosso País”, disse.

A tecnologia e a economia circular impulsionam os negócios

A CEO da GS1 Brasil, Virginia Vaamonde, finaliza sua apresentação de forma divertida, vestindo um óculos reciclado com notas de R$ 20 do Projeto Transformar, em processo de logística reversa que inova ao utilizar a tecnologia de padrão global da GS1 de rastreabilidade, economia circular e hub de dados

Na sua apresentação, a CEO da GS1 Brasil, Virginia Vaamonde, destacou a importância do amplo debate do tema da economia circular e como a GS1 auxilia tem auxiliando dentro deste ecossistema de tecnologia e inovação.

“Nós atuamos em todos os elos da cadeia de valor – na identificação, na captura e no compartilhamento de dados de produtos, unidades logísticas, locais e muito mais, de forma automatizada, auxiliando os processos a tornarem-se mais eficientes e colaborativos, permitindo a rastreabilidade dos itens e potencializando a performance e resultados das iniciativas de Economia Circular. A GS1 é um importante player global nas discussões com as empresas, poder público e sociedade, e quer ampliar o debate com todas as partes interessadas para que promovam a circularidade na nossa economia”, disse Virginia.

Logística Reversa

Da esquerda para direita, participaram do painel: José Valverde – Coordenador Executivo do Comitê de Integração de Resíduos Sólidos do Estado de São Paulo; José Roxo – CEO na Brasil Health Services; e Felipe Cury – CEO na Triciclo Soluções Sustentáveis

Entre os principais pontos deste painel, o sócio fundador e diretor executivo da Triciclo Soluções Sustentáveis, Felipe Cury, reforçou que precisamos atuar em educação ambiental, pois apenas 66% da população brasileira sabe pouco ou nada de coleta seletiva. “Também precisamos aproveitar o cenário legislativo para que as políticas públicas de Resíduos Sólidos sejam implementadas”, disse.

Na sequência, o diretor-geral da BHS Brasil Health Service, José Roxo, destacou que no setor em que empresa desenvolve a logística reversa, o de medicamentos, é bastante regulado, trazendo grandes desafios. “Entendo que deveria haver uma desburocratização, ou seja, mais flexibilizações para que os custos de um resíduo, que muito pouco contribui para a economia circular, pudesse acontecer em uma velocidade e capilaridade maior. Um medicamento que acaba sendo descartado de forma inadequada acaba poluindo 450 mil litros de água”, revelou.

Por fim, o Coordenador Executivo do Comitê de Integração de Resíduos Sólidos do Estado de São Paulo, José Valverde, considerou que a estratégia de regionalização das ações da Política de Resíduos Sólidos no Estado de São Paulo está se mostrando importante, pois ela gera um comprometimento mais próximo, nos municípios, e respeita as peculiaridades de cada local. “Ela tem sido muito trabalhada nos consórcios e tem contribuído para levar os temas da logística reversa e da economia circular, porém estes temas são um desafio não só do poder público, mas também das empresas e a sociedade”, analisou.

Inovação e tecnologia

Diretora Setorial de Sustentabilidade da GS1 Brasil, Maria Eugenia Saldanha, destacou a importância da inovação e tecnologia para o avanço da economia circular

Após o primeiro painel, a diretora Setorial de Sustentabilidade da GS1 Brasil, Maria Eugenia Saldanha, trouxe a sua visão sobre a economia circular.

“A reciclagem, os recicladores e as cooperativas têm um papel fundamental na transição da economia linear para a economia circular. O diálogo entre o poder público,  privado e sociedade civil é fundamental. Todos devem ter responsabilidade compartilhada na cadeia de valor. O consumidor precisa também estar engajado. Além disso, é necessário ter inovação e tecnologia, pois elas são fundamentais para estimular a economia linear para chegar na economia circular”, ressalta.

Economia Circular

Da esquerda para direita: Débora Freire, Gabriel Estevam Domingos, Milton Froiman, Mario Fujii e Gui Brammer.

Quais são os desafios para tornar a economia circular menos analógica e mais digital? Os participantes do painel responderam. Confira os principais trechos:

“A tecnologia e inovação são fundamentais para a economia circular, como a rastreabilidade e as etiquetas de RFID. Nossos coletores contam com sensores que avisam, por exemplo, quando elas atingem a capacidade máxima”, ressaltou o executivo de negócios da Flextronics – Flex Institute of Technology /HP, Milton Froiman.

“Temos dois lados da tecnologia: a do device e a social. Nós precisamos colocar novos chips nas nossas escolas e universidades para termos um novo olhar para tudo colocamos no mercado. Chamo isso de tecnologia social. É necessário sabermos que sem as pessoas que inventaram o problema da linearidade não conseguiremos atingir a circularidade”, ressalta o Fundador & CEO da Boomera, Gui Brammer.

“As empresas precisam ter uma estrutura para estas novas tendências, pois o mercado cobra. Temos uma gama de muitas empresas que têm uma certa estrutura, porém não é a realidade da grande maioria. Por isso, é importante trabalhos como do Grupo Ambipar, que é dedicado exclusivamente para a economia circular de todos os segmentos industriais, com foco na valorização dos resíduos para empresas”, explica o diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Grupo Ambipar, Gabriel Estevam Domingos.

“A tecnologia deixou de ser meramente ferramental, mas uma necessidade de sobrevivência para as empresas. A pergunta é que devemos nos fazer é: como podemos fazer mais com menos? E esse ponto passa certamente pela inovação e tecnologia como que fazemos dentro da nossa própria casa, no inpEv”, conclui gerente de Logística da entidade, Mario Fujii.

Quer saber mais? Assista ao evento completo abaixo ou no canal do YouTube da GS1 Brasil.