Cursistas indígenas do projeto ‘Nossa Floresta Nossa Casa’ celebram a conclusão da 3ª edição do Programa de Formação ofertado pela iniciativa

No dia 26 de julho deste ano ocorreu o encerramento e a formatura dos cursistas que participaram do Programa de Formação em Governança Econômica Territorial Indígena do projeto ‘Nossa Floresta Nossa Casa’. O curso foi desenvolvido com 40 cursistas de 8 Terras Indígenas no decorrer de 1 ano e meio, com 6 módulos realizados de forma  online, e com 12 temas abordados, entre eles: direitos indígenas, planos de vida e instrumentos de governança, mercado e comercialização, gestão administrativa, financeira e contábil, políticas públicas, financiamentos e fundos climáticos.

O objetivo do programa é apoiar a governança econômica dos territórios indígenas por meio do fortalecimento e da ampliação dos conhecimentos dos seus povos, para que estes possam apoiar suas comunidades a alcançarem mais autonomia na estruturação desses processos. O Programa é desenvolvido pela Forest Trends, e a terceira edição foi realizada com a Universidade Federal de Rondônia (UNIR) e a Associação das Guerreiras Indígenas de Rondônia (AGIR) como membros do Comitê Pedagógico Local, no âmbito do projeto “Nossa Floresta, Nossa Casa”, em parceria estratégica com a PPA e USAID, parceria institucional da Aliança Bioversity/CIAT e apoio do Greendata.

O evento contou com diversas atividades: no período da manhã, ocorreu o encerramento oficial do curso com a última aula ministrada e, no período da tarde, a apresentação das práticas formativas que foram desenvolvidas pelos grupos territoriais. Por fim, no período da noite, aconteceu a cerimônia de formatura e a entrega dos certificados de conclusão.

Segundo Joana Sakyrabiat, representante da Terra Indígena Rio Mequéns, “esse curso foi de suma importância (…) para todos os parentes que participaram. Foi um divisor de águas na minha vida, eu adquiri vários conhecimentos, pois  tivemos vários temas abordados, então imagino que, de alguma forma, eu posso inserir esse conhecimento no meu território junto com meu povo. E a formatura foi algo muito bom, o sentimento é de missão cumprida. (…) Era uma responsabilidade que nós tínhamos com a família e a comunidade. A gratidão é imensa pelos professores que tiveram a paciência de estar lá, porque o curso era online. Então era um pouco mais difícil, porque a maioria dos parentes mora na aldeia, então um dia a internet tava boa, outro dia não, mas mesmo com essas dificuldades conseguimos terminar.”