Fortalecendo o capital humano e gerando impacto ambiental e social

Neste mês iniciou o primeiro ciclo de formação para Agentes de Desenvolvimento Local (ADL), mais uma ação do projeto Ingá, que contou com a participação das lideranças de áreas de atuação do projeto e funcionários públicos que trabalham com a preservação ambiental. Na ocasião, foram discutidas estratégias de desenvolvimento sustentável através do planejamento, execução e articulação das políticas para implementação de projetos e programas no território.

Por meio de ferramentas participativas, o grupo contribuiu com soluções para a infraestrutura das comunidades, boas práticas na governança territorial e relações pessoais. A formação instigou os participantes a pensar em ações sustentáveis para essas regiões, com baixo impacto ambiental e recuperação de áreas.

Este programa de formação tem a duração de 120 horas, divididas em três ciclos formativos de 24 horas cada, com etapas presenciais e dois tempos comunidades. Objetivo central é fortalecer o potencial humano em conjunto com atores chaves dos territórios dos Projetos Estaduais de Assentamento Agroextrativista (PEAEX) Prudente Monte Sinai e Curumucuri, Área de Proteção Ambiental do Jará e Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA), no município de Juruti.

“A formação dos agentes de desenvolvimento local atuará para que as lideranças e os funcionários públicos consigam discutir em conjunto soluções de desenvolvimento sustentável para essas comunidades, com baixo impacto ambiental, recuperação de áreas degradadas, rios, lagos e florestas. Junto com o Instituto Juruti Sustentável, que vai criar os indicadores de resultados, daqui podem sair pessoas que vão contribuir com esse monitoramento”, destacou Marcelo Alves, analista socioambiental do IEB.

Neste primeiro ciclo de formação, foi levantada coletivamente a realidade das comunidades do município. Isso foi feito utilizando ferramentas que estruturam a compreensão como elas começaram a se organizar e desenvolver. Esse processo de construção foi pautado no diálogo, nas experiências e nos conhecimentos. As atividades foram finalizadas com a entrega de produtos e com a elaboração das principais estruturas organizacionais de cada território.

“Agradeço por mais essa oportunidade e privilégio de participar dessa oficina do projeto Ingá. E, para mim, foi uma experiência ótima porque consegui captar o que foi o foco da oficina, o facilitador foi excelente e, pelo método de aplicar os conhecimentos, a gente teve a oportunidade de aprender fazendo, isso é o bom das oficinas”. Enfatizou Eliana dos Santos, participante da formação e Agente de Fiscalização Ambiental da SEMMA.

O “tempo comunidade”, um dos módulos da formação, será aplicado o trabalho em rede, visando seu fortalecimento e levantando suas características. Também observarão as relações entre eles e depois verificarão problemas socioambientais e outros que possam existir nas regiões.

“Espero continuar ajudando minha comunidade, trabalhando e levar o que aprendi para junto dos comunitários, fazendo com que eles possam entender a importância que tem o projeto”. Declarou Eniton dos Santos, participante da formação da comunidade Alto Alegre, Peaex Curumucuri.

No término dos ciclos formativos, essas lideranças e profissionais poderão contribuir com o Observatório de Indicadores de Juruti, um dos produtos finais e mais importantes do projeto Ingá. Serão desenhadas matrizes de indicadores, em que anualmente serão coletados dados atualizados. Estas matrizes servirão como guia, tendo a possibilidade de analisar se os indicadores estão avançando ou não. Desta forma, todas as instituições com atuação local poderão consultar para tomada de decisões para futuros projetos e políticas públicas em Juruti.