Grupo Temático Mercados da PPA promove evento para tratar dos temas de diversidade, inclusão e acesso a mercados no ecossistema de impacto amazônico

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Na última quarta-feira (15), como parte das celebrações relacionadas ao Dia da Amazônia (5 de Setembro), o GT Mercados da PPA organizou o primeiro evento aberto da série “Diálogos em Rede” da Plataforma. O encontro teve como objetivo central debater formas sobre como as agendas de diversidade, inclusão e acesso a mercados na Amazônia podem se complementar, enquanto vetores de desenvolvimento à região. 

Além disso, a atividade visou destacar bons exemplos e práticas inovadoras de organizações comunitárias da Amazônia, no que tange o fornecimento de produtos e serviços ao mercado. Não menos importante, objetivou fortalecer projetos e oportunidades concretas que vejam, na relação com o setor privado na e da Amazônia, uma potencialidade para desenvolvimento de fornecedores sociais.

Para tal, foram convidadas Carina Pimenta (Diretora Executiva da Conexsus), Marciely Tupari e Fabricia Sabanê (Gestoras da Tecê-AGIR), Josefa Neves (Presidenta da Associação de Mulheres Produtoras de Polpa de Fruta – AMPPF) e Raimunda Rodrigues (Gestora da Rede de Cantinas da Terra do Meio). A mediação do encontro ficou a cargo de Eduardo Rocha, Gerente de Engajamento da PPA. 

Carina Pimenta abriu o evento com uma breve palestra, em que traçou um panorama sobre o contexto dos empreendimentos comunitários da Amazônia e apresentou informações sobre os trabalhos que a Conexsus vem desenvolvendo na região. Além de abordar algumas estratégias de estruturação e relação com os mercados disponíveis, o que dialoga diretamente com as cadeias de valor amazônicas, frisou a importância da atuação de organizações intermediárias que prezam pela geração de valor às comunidades.  

“O fornecimento social tem uma finalidade inclusiva, de gerar renda e bem-estar para as populações. Esta é a base sob a qual se constrói um mercado ético, justo, e relações comerciais que vêm por aí”, afirmou Carina. 

O evento também contou com um momento lúdico-ilustrativo, em que foram exibidos vídeos e fotos relacionados à temática, e com um painel para escutas entre todas as empreendedoras do território, com interação do público via chat da transmissão no YouTube.

As jovens mulheres indígenas Marciely e Fabrícia, da Tecê-AGIR, abriram o painel e destacaram em suas falas os desafios e oportunidades existentes no resgate da cultura indígena através do artesanato. Segundo Fabricia, muitas mulheres indígenas não têm outra renda a não ser a do artesanato e a utilizam para sustentar suas famílias. “Poder ajudar e dar esse suporte é uma coisa muito gratificante”, comentou.

Já Raimunda Rodrigues, Gestora da Rede de Cantinas da Terra do Meio, abordou a história de lutas e desenvolvimentos constantes pelos povos da região. Destacou em especial as conquistas na qualidade de vida de muitas famílias a partir da preservação e da valorização dos produtos advindos do ativo que tanto amam, a floresta em pé. Entre os próximos passos, ressaltou a busca por mais contratos seguros e regulares com o setor privado e o engajamento da Rede para atrair novas associações.   

“O consumidor não tem que pensar apenas no valor do produto, mas também no modo de vida de cada uma de nós, pessoas guerreiras, mulheres, quebradeiras de castanha, coletoras de coco babaçu”, disse.

Ficou com curiosidade? Para assistir o evento na íntegra, acesse abaixo:

Observação: Em função de problemas de conectividade em São Félix do Xingu (PA) no momento do encontro, Josefa Neves não pôde participar integralmente. A PPA se compromete a desenvolver um conteúdo dedicado à experiência da Associação de Mulheres Produtoras de Polpa de Fruta (AMPPF) e, em seguida, disponibilizar em seus canais digitais.