PPA promove encontro para debater sobre arranjos e mecanismos para implementação de bioeconomia na Amazônia

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Na última quinta-feira (15/07/2021), a Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA) promoveu um encontro estratégico do seu Grupo Temático (GT) de Bioeconomia. Com o objetivo de alavancar investimentos, promover parcerias inovadoras e conectar boas práticas na Amazônia, a PPA convidou Tatiana Schor (Secretária Executiva da SEDECTI/AM), Lilia Assunção (Chefe do Departamento de Políticas Públicas da SEDECTI/AM) e Inaiê Takaes (Pesquisadora e Representante do GT Bioeconomia Concertação pela Amazônia).

O GT de Bioeconomia da PPA é atualmente composto por 12 organizações, entre representantes do setor privado e Organizações da Sociedade Civil. Em 2021, o GT tem buscado oportunidades concretas de atuação, para endereçar temas como os desafios dos setores produtivos, a integração entre as cadeias da sociobiodiversidade, a autonomia das comunidades e a aplicação de conhecimentos diversos.

No 3º encontro realizado pelo Grupo em 2021, Augusto Corrêa (Secretário Executivo da PPA) foi o responsável pela abertura do encontro e trouxe algumas atualizações da PPA, com ênfase para aspectos institucionais e de portfólio, em que destacou dois projetos desenvolvidos recentemente pela iniciativa e que dialogam com o engajamento do setor privado para a promoção da Bioeconomia na Amazônia: A Aceleradora 100+ e a 2º Rodada Amazônia de Empréstimo Coletivo

Painel sobre Bioeconomia

Por meio do painel “Diálogos em Rede”, moderado por Eduardo Rocha (Gerente de Engajamento da PPA), as participantes trouxeram insights sobre Bioeconomia, integrações e desenvolvimentos necessários para superar desafios dos setores produtivos da região.  

A atividade, que visou fortalecer a compreensão da PPA sobre Bioeconomia e avaliar programas e projetos já existentes, foi iniciada com a apresentação de Tatiana Schor. Em sua apresentação, a Secretária Executiva da SEDECTI apontou como um dos problemas da Amazônia a questão da infraestrutura, tema fundamental quando se fala da implementação de uma bioeconomia. Comentou que, para impactar a região como um todo e modificar as bases de mercado, é necessário implementar ações estruturantes. “Se tivermos um alcance tecnológico, conseguimos sobrepor essa divisão entre o que é responsabilidade do estado e o que é responsabilidade da iniciativa privada”, afirmou.

Outra questão muito relevante mencionada por Tatiana é a assimetria de informação ao longo das chamadas cadeias da sociobiodiversidade: “Não temos cadeias produtivas, temos redes de conhecimento produtivo. Precisamos juntar essas redes para conseguir construir um quadro que nos permita diminuir essa assimetria”, disse.

É neste quadro que se insere a iniciativa InovaSocioBio, pensada pela Secretaria de forma a preencher as lacunas das cadeias produtivas da castanha, do pirarucu e do guaraná. Segundo Tatiana, “temos um potencial enorme local, precisamos reconhecer essas pessoas e fortalecê-las, bem como a dinâmica do setor privado local, que precisa ser bem estabelecida”.

Lilia Assunção, Chefe do Departamento de Políticas Públicas da SEDECTI/AM e coordenadora do InovaSocioBio, também contribuiu com a discussão, apontando como foco central do programa a comercialização, entre todos os gargalos e desafios mapeados pela Secretaria. “Precisamos construir esse arranjo para fazer uma comercialização de qualidade, com preço justo, para alavancarmos esses produtos da sociobio para uma economia Amazônica”, mencionou.

Não menos importante, o painel contou com as contribuições de Inaiê Takaes, pesquisadora do Instituto Arapyaú e responsável pelo GT de Bioeconomia na Concertação pela Amazônia, rede com mais de 200 lideranças do setor privado, do governo, da sociedade civil e de investidores. Também responsável pela organização do Fórum de Inovação em Investimentos na Bioeconomia Amazônica (F2iBAM), Inaiê considera esta iniciativa como uma importante referência para a criação de um entendimento comum sobre a agenda e consolidação das redes existentes. “O Fórum se tornou uma espécie de referência para as pessoas. Queremos adensar essa discussão e superar um desconforto da agenda do agronegócio, trazer diferentes visões para uma mesma página”, comentou Inaiê.

Por fim, o encontro contou com uma interação ampla, com trocas entre todos os participantes do Grupo Temático, representantes de empresas, institutos e fundações. Os participantes conversaram, principalmente, sobre oportunidades de atuação do setor privado diante da necessidade de superação desses desafios. 

Como próximos passos, está o desejo de uma integração programática entre os grupos de Bioeconomia da PPA, da Concertação pela Amazônia e do Fórum Amazônia Sustentável, para amadurecer possibilidades de cooperação concretas entre esses importantes atores envolvidos com a valorização do território Amazônico.