Programa de engajamento do setor privado da Aliança Bioversity e CIAT se reorganiza para dar escala às atividades

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O programa Catalyzing and Learning through Private Sector Engagement for Biodiversity Conservation (CAL-PSE) é uma das principais iniciativas da Aliança Bioversity e CIAT no Brasil. Foi desenvolvido em 2017 em parceria com a USAID, e busca transformar a maneira como se aborda conservação da biodiversidade na Amazônia, e ao mesmo tempo melhorar a qualidade de vida dos povos da região.

O projeto começou com apenas uma pessoa na equipe no Brasil, para coordenar a implementação com a USAID e parceiros. Essa fase piloto durou até 2020, liderada por Wendy Francesconi: “Nós queríamos testar essa abordagem “fora-da-caixa” para conservação da biodiversidade ao trabalhar com o setor privado, testando seu interesse em ser parte do co-desenho de soluções que levasse a mudanças”, disse Francesconi.

Neste período, a Aliança facilitou a implementação da Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA), uma iniciativa liderada pelo setor privado para promover o desenvolvimento sustentável. A PPA tem realizado um efetivo programa de aceleração para pequenas e médias iniciativas de impacto. A Aliança também participou do co-desenho e investiu no Althelia Biodiversity Fund (ABF), que apoia modelos econômicos que promovam a conservação da biodiversidade. Por meio do CAL-PSE, a Aliança está contribuindo com expertise técnica para desenvolver soluções de monitoramento que permitam o gerenciamento regular dos projetos, assim como impactos de longo prazo.

“Resultados iniciais mostram a vontade do setor privado em contribuir conhecimento, tempo, expertise, e em alguns casos específicos, financiamento. Ao mesmo tempo, o programa de aceleração mostrou a necessidade de iniciativas que apoiem modelos econômicos promovam a conservação de florestas, biodiversidade e os interesses das comunidades locais. Baseado nesses resultados encorajadores, tínhamos impulso suficiente para ir para uma abordagem completa de programa. Transformar o piloto em um programa de longo prazo significava escalar as atividades articulando diferentes atores, parcerias e geografias, o que significava ter um time mais robusto e estrategicamente estruturado”, explicou Francesconi.

No final de 2020, o pequeno time do CAL-PSE foi reestruturado, trazendo novos talentos. Fábio Deboni, experiente gestor de investimento social foi escolhido como Diretor, para apoiar a construção do programa e aumentar seu foco no setor privado. A abordagem é inovadora para a Aliança, e está alinhada com a nova estratégia da organização.

“Trazer o setor privado para a conservação da biodiversidade é um passo chave para promover mudanças duradouras na Amazônia e escalar iniciativas efetivas. Essa nova fase do CAL-PSE acontece em um momento muito interessante da Aliança, no com novas diretrizes estratégicas que se aproximam dos objetivos do CAL-PSE”, disse Deboni”. “O Brasil é um país relativamente novo para a Aliança, então existe muito potencial de crescimento, construção de novas parcerias e iniciativas no país”.

Desenvolvimento de equipe durante a pandemia

Estruturar e integrar um novo time pode ser difícil, mas a pandemia tornou o desafio ainda maior.

“Temos membros em diferentes países, diferentes cidades, trabalhando de maneira totalmente virtual. Dada a complexidade do programa, é desafiador capturar a riqueza de conhecimento da Wendy e de outros membros do time remotamente. Estamos desenvolvendo uma estrutura coesa, e estabelecendo processos de revisão claros além de implementar os planos acordados. Temos um time altamente motivado e experiente, com uma visão compartilhada, o que deixa o processo mais fácil”, explicou Deboni.