Relatório 2020 do Programa de Aceleração da PPA mostra a resiliência da iniciativa e dos negócios durante a pandemia

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A pandemia trouxe desafios a todos os setores em 2020, especialmente para os negócios de impacto com atuação na Amazônia que foram muito afetados pelo isolamento e aumento de custos logísticos e operacionais. 

O Relatório de Impacto 2020 do Programa de Aceleração e Investimento de Impacto da PPA traz um retrato da jornada de aceleração no ano passado, que teve que se transformar para atender aos negócios e se deu por meio de encontros virtuais e estratégias para promover fortalecimento e resiliência aos empreendedores.

Fez parte dessa jornada a busca por novos mercados e estratégias de logística e comercialização de produtos, por meio de arranjos e parcerias inovadoras. Dentre elas, o movimento Amazônia em casa, Floresta em pé, desenvolvido em parceria com a Climate Ventures, Mercado Livre e dezenas de outras organizações.

A concentração das atividades no modo online possibilitou que negócios acelerados em 2019 pudessem também participar de algumas das atividades oferecidas à turma acelerada em 2020, e foram importantes na construção de resiliência. 

O novo formato trouxe mais eficiência por reduzir custos de logística e tempo de deslocamento. E também mais eficiência na absorção do conteúdo em si, pela distribuição mais espaçada dos módulos ao longo do ano.

Um programa de mentoria voluntária foi lançado também em 2020, a partir de levantamento sobre os principais pontos a serem fortalecidos que os empreendedores identificaram em seus negócios. Ao todo, 17 negócios dos 30 acelerados em dois anos aderiram ao programa, com encontros online realizados quinzenal ou mensalmente, durante todo segundo semestre do ano.

O Programa viabilizou o aporte de capital de giro para oito negócios acelerados em dificuldade na pandemia. Os recursos foram aplicados em formação de estoque ou compra antecipada de itens junto a fornecedores; salários de funcionários; serviços de marketing ou relacionados ao aumento das vendas; custos fixos (aluguel, energia) e outros itens.

Foi destaque em importantes fóruns de debate e construção de estratégias da filantropia no Brasil articulados pelo GIFE (Grupo de Institutos, Fundações e Empresas), e ocupou, ainda, espaços relevantes para a construção de políticas públicas para o setor, como a participação em audiências públicas convocadas pelo Supremo Tribunal Federal sobre a Amazônia e o assento no Observatório do Meio Ambiente do STF.

Ao longo de dois ciclos de aceleração, cada um com 15 negócios, foi possível entender quais modelos de negócios apresentavam maior potencial de contribuir para a conservação da floresta e para a qualidade de vida dos povos que a habitam, e que poderiam se beneficiar de um processo de aceleração e conexão com investidores.

Diante dessas conquistas, com a experiência de dois anos acelerando negócios de perfis variados, Idesam e demais parceiros fundadores e financiadores acordaram em tornar o programa uma organização independente.

Com a bagagem acumulada de quem testou diferentes estratégias e aprendeu sobre as especificidades de se empreender com impacto na Amazônia em um dos momentos mais desafiadores que a região enfrenta, nasce a AMAZ aceleradora de impacto, uma spin-off do Programa de Aceleração coordenada pelo Idesam – organização que também coordenou o Programa de Aceleração -, dedicada a apoiar negócios que contribuam para garantir a viabilidade econômica da floresta amazônica em pé e que valorizem a sociobiodiversidade da região para melhorar a qualidade de vida de seus habitantes.

A nova organização nasce a partir da colaboração de diferentes atores, com os quais segue trabalhando em estreita colaboração para o fortalecimento do ecossistema de investimentos e negócios de impacto na região.

Os 12 negócios acelerados pelo programa que receberam investimentos diretos, que totalizaram R$ 4.430.901,80, integram agora o portfólio da AMAZ e seguem acompanhados pela aceleradora. 

A AMAZ aceleradora é coordenada pelo Idesam e tem como parceiros estratégicos e fundadores Fundo Vale, Instituto Humanize, Instituto Clima e Sociedade, Plataforma Parceiros pela Amazônia, Good Energies Foundation e Fundo JBS pela Amazônia. Conta também com uma ampla rede de parceiros como Move, SenseLab, Mercado Livre, ICE, Costa Brasil, Climate Ventures, e investidores privados.

Para conferir o relatório na íntegra, acesse: