Você conhece o projeto Nossa Floresta Nossa Casa?

O projeto Nossa Floresta Nossa Casa é desenvolvido em 8 Terras Indígenas, com mais de 21 povos, e vem apoiando iniciativas econômicas indígenas aliadas à conservação da floresta em 1,5 milhão de hectares em Rondônia e Mato Grosso. O foco do projeto é fortalecer a governança territorial com o protagonismo das mulheres, a valorização cultural, o apoio institucional, a segurança alimentar e a consolidação de cadeias de valor da sociobiodiversidade, para a promoção de economias locais baseadas na produção indígena e no bem-viver. 

A Iniciativa Comunidades e Governança Territorial da Forest Trends (ICGT-FT) é a idealizadora e executora do projeto, com o apoio do Greendata – Centro de Gestão e Inovação Socioeconômica e Ambiental como parceiro na operacionalização e gestão. O projeto conta com a parceria estratégica da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e da Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA) e parceria institucional da Aliança Bioversity/CIAT.

Quais são as ações do projeto?

O projeto está organizado em três componentes:

Componente 1 – Iniciativas Produtivas Indígenas: Fortalecer as capacidades de produção dos povos indígenas para desenvolver cadeias de valor viáveis e favoráveis à biodiversidade e à cultura, que aumentem a receita com base em indicadores de renda, e apoiem a implementação de seus Planos de Vida. São cadeias prioritárias: castanha-do-brasil, açaí, cacau e artesanato.

Componente 2 – Governança Econômica Territorial: Fortalecer as capacidades de governança econômica territorial, refletindo sobre o equilíbrio entre a economia interna indígena e a economia externa “baseada no mercado”, apoiando a implementação da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental em Terras Indígenas (PNGATI). 

Componente 3 – Acesso ao mercado: Conectar iniciativas produtivas indígenas e empresas que trabalham com produtos da sociobiodiversidade, respeitando os princípios de equidade e comércio ético para construir parcerias baseadas em protocolos bio-culturais territoriais, resultando em acordos comerciais duradouros.  

 

Principais Resultados

Componente 1:

  • 40 organizações indígenas apoiadas no projeto e mais de 86 iniciativas econômicas que trabalham com produtos da sociobiodiversidade, entre eles a castanha-do-brasil, açaí, cacau, artesanato, turismo e copaíba; 
  • 9 ações de formações realizadas, com mais de 185 pessoas capacitadas em diversos temas: precificação de produtos, boas práticas e manejo de açaí e castanha, produção de cacau tipo fino e técnicas de fermentação, conscientização de queimadas, técnica de restauração em semeadura direta e entre outros;
  • 334 hectares de sistemas agroflorestais implantados a partir da produção e entrega de mais 356 mil mudas florestais de mais de 50 espécies diferentes;
  • Mais de 3 toneladas de sementes de 30 diferentes espécies de árvores nativas da Amazônia semeadas em 45 hectares na TI Zoró e TI Sete de Setembro pela técnica de restauração chamada de “muvuca”, que se caracteriza pela semeadura diretamente no solo. 
  • Mais de 1,2 milhões de reais diretamente captados e geridos pelas organizações indígenas, resultando no fortalecimento institucional dos grupos apoiados a partir da assessoria na elaboração e gestão de projetos pela Forest Trends. Projetos com linhas de ações diversas foram executados: fortalecimento de cadeias da sociobiodiversidade, fortalecimento cultural, fortalecimento institucional, fortalecimento da segurança e soberania alimentar e monitoramento e vigilância territorial. 
  • Produção de 4 publicações sobre as cadeias de valor do artesanato, da castanha-do-brasil, do cacau e do açaí, visando a produção e disseminação de conhecimento. 

Componente 2:

  • Realização do Programa de Formação em Governança Econômica Territorial Indígena com 40 participantes de 11 diferentes povos indígenas, organizado em 6 módulos, com modelo de alternância e com desenvolvimento de práticas formativas dentro de cada Terra Indígena.  
  • Realização de oficinas de sensibilização para governança territorial acontecendo dentro das terras indígenas, atividade que antecede a elaboração de protocolos comunitários.

Componente 3:

  • Diversas articulações comerciais e estabelecimento de parcerias, movimentando mais de 2 milhões no último ano com a comercialização de produtos da sociobiodiversidade, com destaque para castanha-do-brasil, artesanato, açaí e cacau.