Conexões, projetos e soluções territoriais que impactaram mais de 6 mil pessoas no segundo semestre de 2025
Entre julho e dezembro de 2025, a Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA) avançou na construção de soluções socioambientais a partir dos territórios. Mais do que números, o período reflete processos: projetos que se consolidam, governanças que se fortalecem e conexões que se ampliam entre comunidades, setor privado e financiadores climáticos.
Ao longo do semestre, o portfólio da PPA, com iniciativas como o Programa Território Médio Juruá (PTMJ), Projeto Ingá, Aliança Guaraná de Maués (AGM) e Programa Paricá — gerou impactos relevantes em conservação florestal, inclusão produtiva e fortalecimento institucional.
O impacto em movimento
As iniciativas apoiadas pela PPA no período mostram o alcance das soluções construídas nos territórios:
6280
pessoas
beneficiadas
Fortalecimento
de Cadeia
Produtiva
da sociobiodiversidade
e iniciativas
de bioeconomia em
diferentes territórios
+3,1M
de hectares
conservados, restaurados
ou sob manejo sustentável
Mobilização
com comunidades,
poder público
e parceiros privados
Esses resultados refletem a estratégia da Plataforma de conectar diferentes atores para promover soluções territoriais sustentáveis na Amazônia.

Médio Juruá:
governança que sustenta
a floresta
Co-financiado pela Natura, o Programa Território Médio Juruá concluiu seu ciclo consolidando avanços na governança comunitária e na cadeia das oleaginosas.
Foram 2.269 pessoas beneficiadas e cerca de 3 milhões de hectares conservados. Entre os marcos estão o fortalecimento de assembleias locais — com maior participação de mulheres e jovens — e a aquisição de uma quebradora mecânica de castanhas para a AMARU, ampliando a capacidade produtiva e geração de renda.

Juruti:
mulheres, floresta
e novos caminhos de renda
Apoiado pela Alcoa, o Projeto Ingá avançou na sociobioeconomia e no empreendedorismo feminino
em Juruti (PA).
Com 719 beneficiários diretos e 114,26 hectares restaurados, o projeto implantou 25 unidades de meliponicultura e fortaleceu a geração de renda local.
No eixo de empreendedorismo, 70 mulheres participaram do “Empreende no Zap”, enquanto ações de campo e espaços como o Observatório de Sustentabilidade reforçaram a governança territorial.

Maués: quando o território se encontra e se organiza
A Aliança Guaraná de Maués mobilizou mais de 800 pessoas e contribuiu para a conservação de 40.300 hectares.
O destaque do período foi o Fórum e Feira da AGM, reunindo comunidades, cooperativas e poder público para discutir desafios climáticos e construir caminhos conjuntos — incluindo o Plano Operacional de 2026.
A comunicação territorial também ganhou força com o programa de rádio “Hora AGM”, ampliando o diálogo
com as comunidades.

Sudeste do Pará:
investimento direto
nas soluções locais
Co-financiado pela Suzano, o Programa Paricá beneficiou 2.494 pessoas e apoiou o manejo sustentável de 77.245 hectares.
A iniciativa “Soluções Locais” destinou mais de R$ 225 mil a projetos comunitários, fortalecendo a agricultura familiar e cadeias sustentáveis.
Entre os avanços institucionais estão a criação da COOPRAF e a elaboração do Diagnóstico da Agricultura Familiar de Rondon do Pará, apoiando o planejamento territorial.
“ A gente já conseguiu fazer instalação com 40 famílias de kit de placa solar, água potável e comunicação. Pessoas que têm a possibilidade nos anos seguintes de ter uma água gelada, de ter uma energia, de conseguir jantar, ter uma luz.“
– Yves Andrade | Juruti (PA)
Conectando território
e agenda climática global
O semestre também marcou avanços na atuação institucional da PPA.
Durante a COP30, em Belém, a Plataforma reforçou seu papel como ponte entre financiamento climático global e soluções locais. Foi nesse contexto que lançou o estudo “Mudanças Climáticas e Resiliência Amazônica”, evidenciando como comunidades já estão respondendo à crise climática.
Outro marco foi o workshop sobre Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA), realizado em Manaus com a GIZ, que resultou na criação de cinco protótipos voltados à valorização dos serviços ecossistêmicos de povos indígenas e comunidades tradicionais.

O que vem pela frente já está em construção
A partir dos aprendizados do período, a PPA segue fortalecendo seu papel como articuladora de soluções territoriais para a Amazônia.
As próximas etapas passam por:
- Aprimorar o monitoramento de impacto
- Fortalecer a governança dos projetos
- Avançar em mecanismos financeiros inovadores, como PSA
Ao conectar iniciativas locais, parcerias multissetoriais e agendas globais, a Plataforma reafirma seu compromisso com uma Amazônia mais resiliente, inclusiva e sustentável — construída a partir dos territórios.
